quarta-feira, 8 de julho de 2015

Alessandro Buzo narrou sua história no Museu da Pessoa.

Fotos: Marilda Borges Ontem foi um dia bacana... terça (07/07/15), a noite teria Sarau Suburbano, mas antes .... 11h da manhã, estive no Museu da Pessoa. Fui gravar pra uma série com escritores da periferia a "MINHA HISTÓRIA" de vida. Como diz um som do Inquérito: Se a história é nossa, deixa que "Nóiz" escreve. Já narrei minha trajetória em 2 livros (parte 1 e 2). Agora narrei ela em quase 3 horas de gravação, pra eternizar no MUSEU DA PESSOA. Toda trajetória deve ser contada.... Fiquei muito honrado. O JONAS foi meu apresentador, o mano que operou a câmera da quebrada (CAPÃO), da hora ver a rapa trabalhando, com áudio visual. Assistiu a gravação minha esposa Marilda e meu filho Evandro. Vai sair um pequeno editado de 3 minutos em vídeo.... tudo que NARREI vai ser transcrito e disponibilizado no Portal do Museu da Pessoa. Eu vou estar nessa série sobre literatura....... mas QUALQUER PESSOA pode ser inscrever e contar sua história, eternizar ela. Fica a dica Senta que lá vem história....

terça-feira, 26 de maio de 2015

Entrevista exclusiva com Nelson Maca que lança Gramatica da Ira, seu primeiro livro.

Prestes a promover uma série de lançamentos do seu primeiro livro em São Paulo, o escritor e militante Nelson Maca concede entrevista exclusiva para Alessandro Buzo, confira.... Fotos: Léo Ornelas Alessandro Buzo: Nos fale do seu primeiro livro, Gramática da Ira ? Nelson Maca: Gosto de falar, primeiramente, duas coisas: é um livro assumidamente de Literatura Negra e tem uma produção independente. Na verdade, comunitária. Tive a preocupação de fazer dele uma extensão de minha própria vida, porém buscando uma estética, ou seja, ter beleza na escrita. É independente no sentido de que não contou com dinheiro ou apoio material governamental nem patrocínio de empresas privadas. Alguns amigos estão apoiando voluntariamente agora. Bancamos o livro e, com ele, estamos lançando também nosso selo, o Blackitude. São poemas feitos entre 1999 e 2008. Apenas dois são posteriores. A diagramação e arte são do meu amigo Welon Santos, Penga. Utilizamos, na capa e na orelha, fotos de outro grande parceiro, o Leo Ornelas. Do estabelecimento do texto final, cuidei juntamente com minha esposa, Ana Cristina Pereira. Além dessa aliança de base, tive a honra de contar com o prefácio de meu Grande Mestre Carlos Moore, a apresentação de minha irmã Graça Gonçalves, além de ter, nas orelhas, trechos dos escritores Alejandro Reyes e Marcelino Freire, e também do rapper GOG. Buzo: Quais foram as maiores dificuldades ou obstáculos pra publicar ? Nelson Maca: A primeira dificuldade foi escrevê-lo, porém isso é prazeroso, né! Toda a preparação dos originais exige muita disciplina, um errinho é fatal. Eu tava com o projeto do livro pronto desde 2008, quando considerei fechados os poemas. Meu primeiro passo mais efetivo para uma publicação foi em São Paulo, pela Global Editora, na Coleção Literatura Periférica. Mas, graças a Oxalá, essa negociação não avançou. Depois vieram mais dois convites de editoras de médio porte, e nada! Finalmente estava mais convicto – eu já estava antes - de que podemos ser independentes. Sempre gostei do lema “faça você mesmo!” (do it yourself!). Resumindo, a primeira dificuldade é ter, de fato, um livro bem escrito em mãos. Só o leitor crítico poderá confirmar se meu livro é válido ou não nesse quesito. A segunda dificuldade é dinheiro: sem dinheiro, fica tudo mais lento, mais difícil. Mas driblamos bem tudo isso, com calma, sem pressa! Hoje, só não temos a gráfica... mas sonhamos ter! Buzo: Verdade que recusou algumas editoras ? Senão já teria publicado antes ? Nelson Maca: Sim, é verdade! Já citei a Global acima, porque foi público e notório. O mais difícil foi recusar editoras alternativas ou de amigos, mas aí eu já tava convicto de que queria estar solto e, mais, ter nosso próprio selo. Essa insistência no selo foi também para entrar no processo editorial local. Em Salvador, por onde circulo, geralmente pelas quebradas, tem muita gente lendo, declamando, escrevendo. Mas temos poucas edições alternativas de livros. Geralmente, quando aparece, trata-se de “edições do autor”. Quero muito mediar a edição de novos autores da Bahia. Buzo: O que pretende de retorno do livro ? Nelson Maca: Primeiramente, que ele se pague. Depois, que tenha alguma importância para seus leitores. Queria que a Gramática da Ira trouxesse um pouco de inquietação. Na verdade, que instaurasse alguns conflitos. Queria, com meu livro, não somente como um projeto literário, mas igualmente um programa de lutas. Então, quando ele desagradar, também ficarei satisfeito. Todo o livro, na verdade, fala de mim: infância, juventude, maturidade... alienação, revolta, tomada de consciência! A “alma” comum dos poemas é a Negritude, sem tréguas. Então, minha maior pretensão é sondar nossos estágios corporais e subjetivos. Tentar expressar como é transitar numa sociedade estruturalmente racista na condição de pele preta, mas também falar de nosso cotidiano mental, espiritual. Ou seja, o que se passa em nossa cabeça, nos nossos diversos estágios físicos e mentais, quando somos alvo de tanta brutalidade, concreta e simbólica. Buzo: Como é lançar independente ? Nelson Maca: Uma alegria, um sentimento de força e uma sensação incrível de liberdade. É bom poder gerenciar a caminhada de nossos livros! Estabelecer o preço, negociar condições, definir agendas, etc e tal. O que pesa mais é cobrir as despesas, porque, aceitando ou não, isso deixa muito evidente para nós que o livro é também um “produto”, e, como tal, tem um custo para estar na praça (alto para nossas condições); e terá outro para ter continuidade. Idem para o selo. Mas, ainda assim, sei que a sensação que sinto no momento, de independência, é única e nunca esquecerei. Sim, nós somos leitores, escritores e editores. E, sim, nós também podemos ser os chefes de nós mesmos! Tô curtindo isso a milhão, mesmo sabendo que já tá chegando a data de cobrir o cheque e ainda preciso vender uma pá de livros, para sair do vermelho! rsrsrs Buzo: Você tem lançamentos agendados em alguns estados do Brasil, fale a respeito e como viabiliza essas viagens ? Nelson Maca: Normalmente, nossa estratégia é aproveitar as passagens de outros eventos, que bancam nossa ida, e esticar a temporada, para poder fazer nossa caminhada ao lado do nosso povo. Aí é daquele jeito: hospedagem solidária, busão, prato feito, etc. Por exemplo, é assim que caminharei por saraus e projetos alternativos de São Paulo, entre 22 e 28 de junho. Às vezes, mesmo em eventos nas periferias, ou com grupo que não tem receita própria, as pessoas se juntam e providenciam algum apoio ou então fazem o que chamamos aqui na Bahia de “intéra”, isto é, uma “vaquinha”. Por exemplo, estarei no início de junho em Brasília - depois, em julho, no Rio de Janeiro - desta maneira. Posso, ainda, eu mesmo comprar minhas passagens quando estou em condições e acho importante estar nos lugares. Nos últimos anos, tenho sido bastante convidado para feiras de livro, bienais, festas, etc, e também para palestras, mesas, seminários. Espero que isso continue em 2015, para, com essas viagens, eu poder estender minha caminhada para os lugares que me queiram presente, mas que nem eles nem eu possamos bancar, materialmente, minha ida. Sobre agenda para eventos de lançamentos, ou que preveem assinatura do livro Gramática da Ira, a coisa tá muito bacana. Já tenho programado Brasília (05 a 08 de junho), São Paulo (18 a 29 de junho), Embu das Artes (02 de julho), Parati (03 a 05 de julho), Rio de Janeiro (06 a 13 de julho), Ilhéus (22 a 24 de julho). Tenho também várias ações aqui em Salvador. Buzo: Se tornar um escritor publicado, muda o que na sua vida ? Nelson Maca: Primeiramente traz a felicidade pela realização de um projeto que se tornou importante na minha vida. Me acostumei a efemeridade da performance, sabe! Você faz uma puta declamação e, dois minutos depois, já foi! Rsrs Hoje me considero um poeta da oralidade, acho que é o que faço melhor e diferente na literatura. Mas ter um livro é mesmo incrível! É bom ver as pessoas levando meus poemas para casa, para ler depois, a sós, calmamente, transcrever trechos, publicar na internet, etc. Caramba, isso é bom mesmo! Acho que, pela primeira vez, me vi a mim mesmo de fora, de longe. Percebi que há um escritor Nelson Maca. Eu já tinha sentido um pouco disso nas coletâneas que participei, incluindo, logicamente, o Suburbano Convicto: Pelas Periferias do Brasil. Mas ver nascer um livro só meu, com meu nome na capa, não é pouca emoção, não! Não sei dizer o que mudará na minha vida efetivamente, além dessa mudança interior, que é, também, crescimento, creio. O que já sinto, por exemplo, ou prevejo, é que, agora, tenho um cartão de visitas poderoso, pois nossa sociedade preza demais a escrita, a publicação, o livro. Espero que ele possibilite que eu e minha literatura cheguemos a mais e diversificados lugares e pessoas. Por outro lado, não poderei mais falar que frequento os eventos de livros sem ter um livro publicado. Perdeu o charme, não posso mais tirar essa onda! rsrsrs Buzo: Você é professor de literatura na Bahia, como conciliar o trabalho acadêmico e o cultural ? Nelson Maca: Nossa, que pergunta... rsrs Repare como você coloca bem o problema com sua pergunta: ser poeta e trabalhar com cultura pode me colocar em conflito com meu ofício de professor de literatura. Loco isso, né! Mas tenho levado bem! O fato de ser professor me dá, anualmente, além das férias (fins de junho e julho), um recesso (fins de dezembro, janeiro e parte de fevereiro). Isso me permite circular bastante fora da Bahia, por exemplo! Outra coisa: na universidade, no caso específico das aulas, podemos concentrá-las em poucos dias da semana. Logo, não é difícil conciliar o “tempo”. Salvo, principalmente em caso de viagens, quando há choque de agendas. Aí negociamos com a instituição e alunos, para fazer compensação ou reposição de aulas. Tenho levado isso tranquilamente! Estou há vinte anos na Universidade Católica de Salvador; e no coletivo Blackitude: Vozes Negras da Bahia há mais de quinze anos. Em muitos momentos, consigo atrair alunos para os eventos fora e, noutros, trazer a juventude do hip hop e afins para dentro da universidade. Buzo: O que destaca na cena de Salvador ... entre Hip Hop e literatura ? Nelson Maca: Com relação à literatura, há hoje vários saraus acontecendo, o que, felizmente, tem dinamizado o processo literário. Grupos de poetas estão se formando, além ter surgido jovens e promissores escritores. O Sarau da Onça, da Chácara, o Sarau do Gato Preto e o Dominicaos são alguns dos eventos bem interessantes da cena local. Diferentes na proposta e na composição dos frequentadores, porém muito vivos. Artisticamente, o hip hop baiano cresceu muito. Como em todo lugar, as posses estão sumindo e, a cada dia menos, vemos aquela preocupação coletiva e movimentação pelo social. Eu sinto bastante falta disso! Mas ainda existem... O grafite, o break e o rap por aqui cresceram assustadoramente, em número e em qualidade técnica e criatividade. É bom ver também o crescimento da cultura do Dj, embora,hoje,poucos se reconheçam com Dj de Rap, de banda! Mas estão profissionais, com bons equipamentos e se aventurando bem mais na produção musical. Buzo: O que vem a ser a Blackitude - Vozes Negras da Bahia ? Nelson Maca: Originalmente um coletivo de hip hop voltado para as questões e expressões da Negritude, que completa 16 anos em novembro de 2015! Chamamos o que fazemos de AFro-Hip-Hop! Desde o início, flertamos com o audiovisual (exibição de vídeos) e com a literatura, mais especificamente a poesia. Gostamos de fazer atividades artísticas juntamente com as de formação e informação. Tentamos, ainda, preservar os 4 elementos em nossos eventos. Mas fazemos outras coisas, entre as quais, as mais populares são os bailes blacks e os saraus literários. Buzo: Você promove o Sarau Bem Black em Salvador, nos fale desse tudo desse projeto? Nelson Maca: O Sarau Bem Black reúne negros, negras e outras pessoas libertárias, em torno da literatura, mais especificamente sua performance. Iniciou-se em setembro de 2009 e acontece até hoje. Por, aproximadamente, 4 anos e meio, aconteceu, semanalmente, no Sankofa African Bar, no Pelourinho. Com o fechamento do Bar, em 2014 migrou para as ruas do mesmo bairro. Antes acontecia toda quarta feira, porém, em 2015, acontece mensalmente, sempre na primeira quarta do mês, no Café da Walter, que fica na Biblioteca dos Barris, centro. Esta fase é provisória, pois estamos em articulação para voltar ao Pelourinho, onde melhor nos identificamos. O sarau serve como palco para trocas poéticas e simbólicas. No sarau, há exibição de filmes e fotos, lançamentos, audição de músicas e outras performances , como dança, pintura e artes plásticas. Tudo norteado pela negritude. Entendo e busco criar um ambiente de profundo aprendizado no Sarau Bem Black. O sarau é nossa universidade livre. Em alguns momentos, temos bate-papos que são profundas “trocas” de conhecimentos. Muita gente bacana já passou por lá, artistas, escritores, ativistas e intelectuais do porte de Carlos Moore, Sérgio Vaz, Conceição Evaristo, Zinho Trindade, Berimba e Jesus, Cuti, José Carlos Limeira, Michel Yakini, Raquel Almeida, Alejandro Reyes, Marcelino Freire, Mano Teko, Dexter, GOG, Marechal, Vagner Souza e mais uma porção de gente boa. Influenciados pelo Sarau Bem Black, acompanhamos a estreia de novos autores e o nascimento de novos saraus, na Bahia e no Brasil, como o Sarau da Mata (Mata Escura), da Onça (Sussuarana), Divergente ( Rio de Janeiro), Sopapo Poético (Porto Alegre), Debaixo (Aracaju), Sarauê (Brasília). Buzo: Na literatura marginal, no cenário nacional, o que você destaca ? Nelson Maca: Eu gosto de me referir ao conjunto de autores não canônicos como Literatura Divergente. Destaco principalmente as cenas dos saraus e a postura de independência estética e editorial. É muita invenção! Com o Encontro de Literatura Divergente que tenho realizado em parceria com meu amigo e grande escritor Berimba de Jesus, tenho encontrado e conhecido muita gente bacana. Não citarei nomes, para não parecer que estou criando uma hierarquia. Mas conheci pessoas que fazem ações poéticas em saraus inusitados, como ônibus, banheiros, muros... suportes incríveis, nos chamados livros objeto... temas polêmicos como racismo, homofobia, sexismo... que tocam editoras independentes e alternativas... Buzo: Você conhece muitos coletivos de sarau em São Paulo, o que pode falar sobre eles ? Nelson Maca: São Paulo foi minha principal escola de sarau! Foi em SP que essa fita de sarau me fisgou de vez. Já conhecia e até frequentava saraus, em Curitiba, em Salvador. Mas conhecer os saraus da periferia de São Paulo foi uma coisa forte. Quando visitei a Cooperifa pela primeira vez, logo me apaixonei. Vendo a potência do Sérgio Vaz e toda aquela gente maravilhosa, no bar do Zé Batidão, voltei para casa com a possibilidade e o dever moral de tocar uma ação literária libertária potente e com vínculo com a periferia. Cheguei em Salvador totalmente convicto de que deveria inaugurar um sarau. Na sequência conheci o Elo-da-Corrente, em Pirituba, no incrível Bar do Santista. Lái me senti, e me sinto, totalmente em casa. O Elo e o Sarau da Braza já apresentavam algo central nas minhas preocupações: a questão da Negritude! Outro sarau que me marcou bastante foi o Suburbano Convicto, pois me possibilitou a experiência de participar da primeira edição, ou seja, eu estava, juntamente com o GOG, na fundação, ainda no Itaim Paulista. Também me sinto muito feliz de ter me batido com as publicações, ações e eventos do Berimba e das Edições Maloqueirista. Não consegui conhecer o Sarau do Binho original, no Bar do Binho. Minha grande Frustração! Quero muito visitá-lo agora e, igualmente, tomar contato direto co alguns saraus dos quais tenho tido ótimas notícias: Saraus da Kambinda, Codinome Liberdade, do Fórum, Perifatividade, O que Dizem os Umbigos, da Madrugada e, urgentemente, fazer alguma poesia no Quilombaque! Quero muito ir ao Quilombaque! Acho que esqueci vários. Perdão, pessoal! Pra finalizar, um BATE BOLA ........ Um sonho realizado? Nelson Maca: Virar baiano e morar em Salvador. Um sonho a realizar? Nelson Maca: Ter um espaço cultural da Blackitude. Um time? Nelson Maca: Corinthians Um livro? Nelson Maca: Atabaques, de José Carlos Limeira e Èle Semog Um escritor? Nelson Maca: O poeta baiano José Carlos Limeira. Um filme? Nelson Maca: Faça a coisa certa, de Spike Lee Um ator? Nelson Maca: Lázaro Ramos. Uma referência? Nelson Maca: GOG, o poeta do Rap.

domingo, 10 de maio de 2015

Entrevista exclusiva com o COMBOIO, Campeão do Take Back The Mic em Miami

Alessandro Buzo entrevista com exclusividade o Grupo de Rap COMBOIO da Baixada Fluminense (RJ), eles acabaram de voltar de MIAMI onde foram campeões do Take Back The Mic, o Campeonato Mundial de Hip Hop. Trouxeram o caneco pro Brasil, COMBOIO é formado pelos rapper´s, Dudu de Morro Agudo (DMA), Marcão Baixada e Léo da XIII. Vamos ver o que eles tem a nos dizer dessa experiência loka nos E.U.A. *** Alessandro Buzo: Como vcs descobriram o Take Back The Mic ? Comboio: Uma amiga produtora cultural aqui do Rio de Janeiro me pediu ajuda para divulgar a plataforma Amp.It e o Festival Take Back The Mic. Então comecei a olhar a plataforma e decidi inscrever o grupo. Buzo: Esperavam chegar a final em Miami ? Comboio: Na verdade não, porque a gente se inscreveu faltando apenas três dias para encerrar a primeira fase. Nos inscrevemos mais para ver como funcionava e daí nossa pontuação começou a subir porque nossa música foi muito ouvida e compartilha, além do Brasil, na Colombia, França e Jamaica. Depois que chegamos na semi-final as esperanças aumentaram. Buzo: DMA, vc tem uma carreira solo ou agora só com o COMBOIO ? Comboio/DMA: Tanto eu, quanto o Marcão e o Léo da XIII temos carreiras solo, isso é o tempero do #ComboIO. A gente costuma dizer que o #ComboIO é maior do que a soma de nossas partes. Sendo assim as careiras solo continuam. Buzo: Como foi ser campeão em Miami ? Comboio: A ficha ainda não caiu cara, porque além das votações pela internet a gente não sabia se havia mais algum critério. Quando a notícia chegou, estávamos curtindo o show do Crew Peligrosos, da Colombia, então o DJ Maseo, do De La Soul, subiu no palco e disse que o caneco era do Brasil. Foi uma surpresa, pois os outros dois grupos que estavam disputando eram bons demais. Mas segundo o próprio Maseo, a energia que eu e os caras transmitíamos em cima do palco ia além da tecnica. Buzo: E a experiência, na terra do Tio San, além do evento, campeonato ? Comboio: Foi uma experiência única. Os caras são muito perfeccionistas, o governo realmente trabalha para o bem da população. Minha visão foi muito superficial, claro, pois fiquei apenas cinco dias e em uma área extremamente turística, mas tudo o que vi lá, ainda não vi no Brasil. Buzo: Nova Iguaçu recebeu vcs como na volta ? Comboio: A repercussão me assustou, não imaginei que seria dessa forma. TODO MUNDO esta sabendo. A galera estava querendo nos buscar de carro de bombeiro no aeroporto, umas paradas surreais. Ligaram para o Corpo de Bombeiros e tudo mais. Os amigos do Rio e de Nova Iguaçu. A galera de sempre deu aquela moral de sempre, festinhas acontecendo, a galera parando na rua e perguntando como foi e tal. Por último o Prefeito, a Vice-prefeita, o presidente da Câmera de vereadores e o secretário de cultura nos receberam e trocamos algumas ideias e eles disseram que vão tentar ajudar o Enraizados e reconheceram a importância da organização para os jovens da região. Buzo: Quais próximos passos do COMBOIO ? Comboio: No início do ano a gente já estava na intenção de fazer um espetáculo com as músicas do disco antigo e começar a pensar o disco novo, mas depois dessa viagem outros planos apareceram em mente. Em breve vamos jogar no ventilador. DMA e Buzo

quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

Entrevista com Tubarão Dulixo, falando do seu primeiro livro...

Fotos: Alessandro Buzo e Evandro Borges Alessandro Buzo: Como foi finalizar 2014 lançando seu primeiro livro ? Tubarão Dulixo: Chapa...foi corrido tu tá ligado...mas aos 48 min. do segundo tempo saiu...tirei um peso das costas...várias pessoas estavam me cobrando esse trampo...então saiu como presente de natal pra eles todos...quem acreditou e quem gorou...agora é trampar ele... Buzo: Nos fale mais de "Viver Entre os Porcos Sem Comer da Lavagem" ? Tubarão Dulixo: É uma compilação de poemas...poesias...coisa nova...coisa antiga...mais ou menos o que venho recitando pelos saraus...algumas coisas exclusivas pro livro...somado a ilustrações de artistas que trombo pela rua...manos e minas que tive a honra de conhecer e ter junto nessa obra...Magrela...Quinho...O.P.N.I...Dingos...SIS...entre outros que vieram acrescentar esse bang...mó orgulho disso...rua né chapa...nas linhas e traços... Buzo: E o primeiro lançamento como foi ? Tubarão Dulixo: Porra o lançamento foi lindo...em casa...na livraria Suburbano...numa terça de sarau...vários amigos lançando seus trampos juntos...casa cheia pra caraio...meus parceiros do Marapé também colaram...ai que nós vemos o quanto nosso trampo é respeitado...isso é da hora mas aumenta a pressão...temos que manter o nível...a postura...mó responsa... Buzo: Poesia sempre foi presente na sua vida ? Como começou ? Tubarão Dulixo: A poesia tava sempre presente né?...faltava aprender a enxergar...por no papel já é outra fita...e isso veio no começo dos anos 90 quando fazia fanzine...Acorde e Descorde...era voltado pro movimento libertário e tal...já mandava umas poesias cheias de "porques"...rsrs...questionando tudo...depois que comecei a trampar em construção civil dei um tempo...era puxado demais...mas lia e escutava muita musica...voltei mesmo em 2007...incentivado por sua pessoa a ser colunista do seu blog literatura periferica...ai veio o contato com os saraus...todo aquele movimento em ebulição...me identifiquei...aprendi tambem muito...e hoje to ai pelos saraus do mundaréu...escrevendo...declamando...viciei... Buzo: E o Sarau Suburbano, que você apresenta... como vê a cena dos saraus ? Tubarão Dulixo: O Sarau é a escola né chapa...mais do que vitrine...é onde gosto de escutar...de saber o que as pessoas tão sentindo...passando...e o sarau suburbano tem a caracteristica de ser numa livraria...lugar pequeno...intimista...gosto de estar ali...na frente ou não...me deu a oportunidade de levar minha poesia a varios lugares...loja de conveniencia...cadeia...universidade...de ir pra fora do país...isso é louco...a cena dos saraus tá crescendo...hoje tem sarau todo dias de norte a sul...isso é bom...mas o movimento mesmo tem muito a caminhar em varios aspectos...mas tamo aprendendo todo mundo junto...na pratica...na marra...fecho com a cena... Buzo: Você é de Santos, nos fale da sua quebrada ? Tubarão Dulixo: Sou caiçara...de santos...marapé...lugar bom...que me tira aguas dos zoio quando falo dele...minha quebrada é berço de bamba...na humildade sem maldade como diz meu mano Akins Kintê...desde do funk com Duda do Marapé...Renatinho e Alemão... ao sambista Luiz Américo...o samba de roda do Ouro Verde...a escola de samba União Imperial e Real Mocidade Santista...quando to na baixada gosto de estar lá...com meus manos da CG...eles sabem o que é...e quem são...amo todos eles...minha familia vive lá...meu sobrinho cresce lá...um dia volto a morar lá...sossegadinho de quebradinha...rsrs Buzo: Hoje você mora no Bixiga em São Paulo, como é essa relação, capital, litoral.... ? Tubarão Dulixo: Bixiga é o lugar que aprendi a amar...vim pra SP em 95...morei em vários cantos...mas me achei mesmo foi aqui...quebrada no centro...me identifico pra porra...não vejo muita diferença do Marapé...fiz amizade por aqui...falta só a praia...mas isso nóiz mata a saudade quando desce a serra...que também é aqui do lado...gosto de viver entre aqui e lá...um completa o outro... Buzo: E a DULIXO, seu projeto com arte reciclada, nos fale mais ? Tubarão Dulixo: A dulixo tá firme e forte...meu atelie se fixou no bixiga e as oficinas e intervenções seguem por ai...no mesmo esquema onde chamarem tamo colando...fazendo arte com lixo com jovens...crianças...adultos...qualquer idade...materializando as poesias...ensinando e aprendendo a fazer arte... esse ano que passou fiz bastante coisa...quero dar continuidade em 2015 e conseguir levar essa ideia de transformar lixo em arte para outros cantos que não fui ainda... Buzo: Ano novo, livro recém publicado nas mãos, expectativas pra 2015 ? Tubarão Dulixo: Trabalhar chapa...quero trabalhar...tava vendo geral comemorando que esse ano tem feriado prolongado pra porra...to poucas pra isso...quero mais é que me chamem para trampar em todos...quero viajar...levar minha arte por ai...conhecer...aprender...produzir...escrever...tem várias ideias em parceria com pessoas maravilhosas e talentosas que a arte me proporcionou conhecer...tenho certeza que vem coisa boa por ai...mas em resumo quero fazer arte... Buzo: Considerações finais ? Tubarão Dulixo: Gratidão...a todos...um por um...quem veio pra somar e quem veio pra dividir...aprendo a viver sem comer da lavagem com vocês...

sexta-feira, 19 de setembro de 2014

BLOG VOLTA A ATIVA......

Até o final do ano serão 30 entrevistas realizadas por Alessandro Buzo, aqui no BLOG "BUZO ENTREVISTA" ..... Enquanto não pinta a primeira...... abaixo link pra VC conferir a entrevista com Alessandro Buzo, no Portal Enraizados, sobre o lançamento do seu livro novo e a parada no seu quadro na TV. Aguardem as novidades....... QUEM VC QUER QUE O BUZO ENTREVISTE ???? ***** Dudu de Morro Agudo (DMA) entrevista Buzo, falando do meu novo livro e da parada do quadro na TV. Leia, comente, compartilhe..... Link da entrevista...... ENTREVISTA exclusiva com ALESSANDRO BUZO no Portal Enraizados www.enraizados.com.br http://www.enraizados.com.br/index.php/dma-entrevista-alessandro-buzo-2/ Livro: Favela Toma Conta 2 - A Literatura e o Hip Hop Transformaram Minha Vida, de Alessandro Buzo (276 pag)... R$ 30,00 LANÇAMENTO: Dia 25/09/2014 - Das 19h às 22h Na LIVRARIA SUBURBANO CONVICTO, Rua 13 de Maio, 70 - 2o andar - Bixiga (região central de SP)

sábado, 1 de dezembro de 2012

Entrevista com Kamau.

Especial entrevistas 4/10
Alessandro Buzo: Começo a entrevista querendo saber "TUDO" sobre o seu novo trabalho "ENTRE" ? Kamau: O "... ENTRE ..." é um EP que surgiu desde que terminei o Non Ducor Duco em 2008 mas só agora chegou no formato que eu queria. É um trabalho onde eu experimentei mais musical e e poeticamente. Muito disso se deve ao que venho aprendendo de 2008 pra cá e ao Renan Samam que trabalhou diretamente comigo na confecção deste. Tenho muito orgulho desse EP.
Buzo: Quando surgiu a idéia de ter a poesia de Emerson Alcalde no albúm ? Kamau: Eu o vi num Sarau Suburbano, se não me engano. Desde que o vi recitando "A Massa" eu me interessei pelo jeito com que ele lida com as palavras e achei que ele seria um bom anfitrião pro EP. E gostei muito do resultado. Trabalharemos mais juntos. Buzo: E o NON DUCOR DUCO, o que representou na sua vida e carreira ? Kamau: O Non Ducor Duco é meu primeiro passo solo, mesmo eu já tendo lançado a Sinopse. Sempre fiz parte de algum coletivo ou grupo desde que comecei no rap. Fazer um disco todo com conceito, refrões, sonoridade e identidade era um desafio pra mim e eu sinto que fiz a coisa certa com esse trabalho. É meu divisor de águas. Buzo: Lembranças das Batalhas de Mc´s ? Kamau: A rapidez de pensamento, saber lidar com a derrota e não se emocionar com as vitórias. Foi um ótimo processo de aprendizado. Mas nunca foi meu foco, devo dizer. Mas foi uma boa escola, sem dúvida. Buzo: Muitos MC´s de sucesso hoje na cena, te citam como referência, como é ser essa referência ? Kamau: Pra mim é lisonjeiro pois minhas referências ainda estão tão próximas e ativas. Sinto que trilhei o caminho certo e várias pessoas cruzaram esse meu caminho. Fico orgulhoso dos que pude acompanhar de perto e agradeço os que tomam minha caminhada e meu modus operandi como parâmetro. Buzo: Qual foi a sua escola de Hip Hop, onde e quando disse: - Isso que eu quero pra mim ? Kamau: Eu venho observando há muito tempo. Ainda tô na escola no que se refere ao Hip Hop como um todo. Com 12 anos eu conheci o rap e decidi que a música seria parte da minha vida mas não me atrevi a fazer parte dela. Observando de perto Racionais, Posse Mente Zulu, DMN, MRN. Ouvindo Public Enemy, NWA, De La Soul, Boogie Down Productions, A Tribe Called Quest, De La Soul, Gangstarr. Foi assim que cresci. Até que um dia o KL Jay perguntou sugerindo: Por que você não rima? E eu tô respondendo essa pergunta até hoje. A ele devo agradecer por despertar essa ideia em mim. Sempre. Buzo: Artistas como Emicida, Criolo e outros, estão levando o RAP pra outros lugares além da quebrada, qual a importância de abrir esses espaços ? Kamau: A importância é mostrar nosso ponto de vista pra pessoas que não tem noção de como algumas coisas acontecem. E, com isso, fazer com que os que são como nós sejam respeitados nos diversos lugares em que vão. Isso ainda não acontece mas creio que essa seja uma intenção que muitos de nós temos em comum. E, é claro, a aceitação da nossa música como parte importante da cultura no geral e a valorização dos artistas do RAP. Buzo: Como você enxerga hoje a mídia do Hip Hop (revistas, sites, TV) ? Kamau: Antigamente eu via os sites mais ativos e antenados. Hoje muitos podem ter seus próprios sites mas já não os vejo tão atuantes como era... Na TV temos em SP o Manos e Minas dentro de uma emissora de âmbito estadual e alguns outros programas regionais. Já estivemos melhor. Mas espaços estão sendo encontrados e voltaremos a falar pelo país todo. Buzo: E o nome KAMAU, vem desde quando, como surgiu ? Kamau: Foi um nome que escolhi de um livro que tem na casa do KL Jay. Quando vi o significado eu gostei e escolhi pra ser meu codinome de MC. Buzo: Plano Audio, o que vem a ser ? Kamau: Plano Audio é o selo com o qual assino meus trabalhos. Espero um dia expandir e trabalhar com mais pessoas. Buzo: Um grande momento na sua carreira ? Kamau: 23 de agosto de 1997: Segundo show do Consequência, abrindo o show do Thaide e DJ Hum na festa de 5 anos da Truck's Discos 20 de novembro de 2009: Show no dia da Consciência Negra na Praça da Sé com uma chuva muito forte e meu pai presente na platéia. Buzo: Quais suas referência, Sr. referência ? Kamau: KL Jay, Brown, Edi Rock, Rappin Hood, Eliefi, Parteum, Emicida, Rashid, Daniel Ganjaman, DJ PR!MO, DJ Erick Jay, DJ Nyack, DJ Marco e mais alguns de fora. Tenho muitas referências e elas se renovam a cada dia.. Buzo: Quando está de folga, o que gosta de fazer em São Paulo ? Kamau: Comprar disco, andar de skate, tomar um mate e conversar com os amigos... Buzo: Com quem ainda espera fazer um som um dia ? Kamau: Mano Brown, Dexter, MV Bill, Marcelo Camelo, Seu Jorge. Buzo: Um filme ? Kamau: Duro Aprendizado Buzo: Um ator ? Kamau: Denzel Washington Buzo: Uma atriz ? Kamau: Nia Long Buzo: Um livro ? Kamau: Malcolm X, Jay-Z -Decoded Buzo: Um sonho a realizar ? Kamau: Constituir família e sustentá-la com a música Buzo: Considerações finais ? Kamau: Obrigado Buzo pelo espaçø dado à cultura e pelo fortalecimento que proporciona a ela. Que surjam mais ativistas da arte como você pra sermos cada vez mais fortes.
Assessoria de imprensa: giselecoutinho@gmail.com

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Entrevista exclusiva com TERRA PRETA.

Especial entrevistas 3/10
Terra Preta mora a mais de uma década no bairro do Grajaú, no extremo da zona sul de São Paulo. Nessa entrevista exclusiva ao BLOG do Alessandro Buzo, Terra Preta fala da sua carreira. Confira...... agora.
Alessandro Buzo: Quem te batizou TERRA PRETA? Terra Preta: Na época que fui chamado de Terra Preta pela primeira vez foi numa situação muito desconfortável para o negro. Isso foi motivo de escárnio. Era na 3º Série e a professora falava sobre os tipos de Terra no solo brasileiro. Quando virou motivo de piada. Era a crueldade e o racismo dos anos 90. Eu me sentia ofendido. Foi quando um dia li Malcom x e minha visão mudou completamente. A Partir daquele momento usei o que era piada como orgulho. Buzo: Grajaú, fale da sua quebrada? TERRA PRETA: Sempre olhei Minha quebrada como uma cidade a parte em são Paulo. Temos nosso jeito de falar de agir. Não nasci aqui. Moro há 12 anos. Sou filho adotado. Mas nesse lugar que conheci o Rap, que fiz as melhores amizades da minha vida, comprei minha primeira casa. Já era pra eu ter me mudado há muito tempo pros dados do centro por causa dos trampos. Dizem que tudo fica mais fácil e ao acesso as coisas melhora, mas eu tenho uma relação especial com esse lado da cidade e por enquanto to muito feliz por aqui. Buzo: Você promove hoje um evento na quebrada, fale dele? Terra Preta: A zona sul é berço do Rap. A maioria dos grandes nomes do Hip Hop vem daqui desse lado. No entanto nos últimos 6 anos o rap deu uma queda brusca, um baque enorme. Perdeu a moral na quebrada. As pessoas perderam interesse e não teve uma reciclagem no movimento. No início de 2012 tive uma reflexão sobre o quanto nosso bairro já foi atuante expressivo nessa area. Tínhamos shows em toda a parte. Só aqui no grája eram cerca de 50 grupos de Rap nos meados dos anos 2000. A festa "Zona Sul, Zona Show" - Frase da Música do Sabotage serviu de inspiração para organizarmos essa festa que resgata esse sentimento que já tivemos. Dando a chance de novos grupos mostrarem sua cara. Por isso realizamos duas edições. Uma edição é gratuita com grupos locais na quebrada e outra conta com atrações de nome na cena. Já trazemos Dj Kl Jay, Mc Marechal, Rincon Sapiência e até vertentes de outros estilos como Samba e Funk/pancadão. Buzo: Do Grajaú surgiu o grande sucesso CRIOLO, você chegou a cantar com ele, como vê o sucesso que ele, vindo do Grajaú alcançou? Terra Preta: Ele sempre foi um batalhador. Apesar que por durante quase 10 anos não teve direcionamento algum no trabalho. Fazia tudo de qualquer jeito ou do jeito que dava. Na época que ele estava no Bairro as coisas estavam muito difíceis. Graças a pessoas que entraram em sua vida as coisas tomaram um rumo diferente e hoje ele é esse monstro. Mas o sucesso dele não se deve ao Grajaú. As pessoas daqui não valorizaram ele o quanto deveria. Acho que está perfeito assim. Ele é um artista multifacetado, com um talento e cativa as pessoas de uma forma incrível, é universal. Mas é uma boa referencia de perseverança, pra quem é do Grája e ta chegando agora. Buzo: Em 2008 você participou do Programa Astros do SBT, qual foi a importância dessa participação? Terra Preta: Serviu pra me mostrar que eu posso muito mais do que imaginava. Buzo: Milionário em Treinamento foi seu disco em 2010, trouxe os resultados esperados? Terra Preta: Na época não. Mas dois anos após o lançamento as pessoas me param e dizem: "Essa mixtape é um clássico". Alí naquele disco pude introduzir o que de fato é o Terra Preta Musicalmente. Um cara desdobrado que consegue manter a direção do trabalho mesmo usando de vários estilos diferentes numa música. Tenho consciência de que meu trampo é diferente de qualquer coisa que tem no mercado. No momento que fiz essas músicas passava por uma prova de fogo, sabia que poderia causar um impacto negativo e não seria fácil continuar. Mas fiz o que tinha que ser feito. Em um ano e seis meses vendi de mão em mão mais de 7.000 cópias. Fui pela primeira vez para vários lugares do Brasil e a Mixtape me deu força para produzir mais 3 discos. Foi um ponta-pé inicial Buzo: Clipe Crises, como foi esse trabalho? Terra Preta: Coisa de louco. Conheci o Toddy Ivon num dia que sai pra vender discos na rua. Naquele momento batemos um papo ele tentou me mostrar o que tinha de trabalho, mas não rolou. No final do rolê, nos encontramos de novo e acabou me dando uma carona, criamos uma afinidade na conversa. Uma semana depois saímos para as ruas. Sem roteiro sem nada. Somente captar algumas idéias e registrar aquele momento. Acontece que ali descobri um gênio dos videos. Foi o primeiro clipe dele. Depois desse continuamos a saga. Buzo: Comente seus outros clipes, depois do Crises? Terra Preta: Foi a consequência de uma sinergia. Todos os outros foram num esquema muito parecido com crises. Tínhamos um surto e criávamos uma situação. Na época o Toddy se dedicou pra fazer videos e eu estava contente com essa nova experiencia. Tudo isso gerou uma situação em que estavamos confortáveis e criativos. Depois trabalhei com outras pessoas. Meu último video "Nasce, Cresce e Morre" foi dirigido por Paulo Chun. Buzo: Seu site (www.terrapretafiga.com) traz Downloads de suas músicas, qual a importância da WEB na sua carreira? Terra Preta: Minha plataforma de comunicação. É o lugar que gasto mais tempo depois do estúdio. Não sou muito fan das redes sociais por que te obrigam a expor sua vida de uma forma muito escrota. Mas faz parte do trampo. Geralmente eu gasto esse tempo interagindo com os fans e falando sobre novidades... Buzo: Quando está de folga, o que gosta de fazer em São Paulo? Terra Preta: Geralmente não têm folga. Não gosto de folga nem de feriado. Gasto todo meu tempo me aperfeiçoando. Gravo muito. Quando Paro são poucas as opções. Assisto um bom filme pra relaxar, Saio pra correr Ou vou pra casa do Meu mano Esze pra falar de música. Quando estou adiantado nos trampos vou em alguns sarais. Samba da comunidade, baile funk tanto faz... Buzo: Com quem ainda espera fazer um som um dia? Terra Preta: Talvez dia desses aí eu apareça cantando com um Jay z ou Um Seu Jorge da Vida... Eu nem me deixo ser surpreendido por essas coisas. Nem ando ansioso por algo assim. Já trabalhei com a maior parte das pessoas com quem tive o sonho de um dia ao menos apertar a mão. Buzo: Um filme? Terra Preta: Forest Gump - O contador de Histórias Buzo: Um ator? Terra Preta: Adam Sandler. Buzo: Uma atriz? Terra Preta: Beyoncé. Buzo: Um livro? Terra Preta: O menino no espelho - Fernando Sabino Buzo: Um sonho a realizar? Terra Preta: Já realizei meu principal sonho que é viver do que gosto. Meu sonho maior é tornar isso louvável e duradouro. Quero que este trabalho ganhe cada vez mais forças e me torne uma pessoa cada vez melhor.

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Entrevista exclusiva com MC Rashid.

ESPECIAL ENTREVISTAS 2/10 Rashid é um dos grandes nomes da nova geração do RAP. Com uma EP e 2 MIXTAPE nas pistas, média de 8 show´s por mês e viajando pelo país, Rashid tem planos de crescer ainda mais em 2013. Nessa entrevista exclusiva pro Alessandro Buzo, Rashid fala qual são os seus planos e projetos.
Fotos: Serjão Carvalho/Divulgação Alessandro Buzo: No tempo que sua mãe nem deixava vc ouvir rap.... imaginava que anos depois seria um artista do RAP, fazendo vários show e tudo mais ? Rashid: Nessa época eu já sonhava com isso, sonhava muito. Mas sinceramente, quando você vê acontecer, você percebe que nem você acreditava que era possível. Buzo: Porque isso aconteceu ? Vc querer fazer RAP e ter dado certo na cena ? Rashid: Se tornou mais que um estilo musical pra mim, desde a primeira rima que ouvi. Virou meu estilo de vida e em pouco tempo, virou meu sangue, meu alimento e meu vicio. Talvez por isso eu tenha me dedicado tanto (e continuo) e tenha dado certo. Buzo: Quantos show em média faz por mês ? Rashid: A media é 8. Mas já chegou em 12 nos meses mais pesados. Buzo: Quais os estados fora de SP que já cantou ? Rashid: MG, RJ, Bahia, Mato Grosso do Sul, Amazonas, Santa Catarina, DF, Rio Grande do Sul, Goiás e Paraná. Perdão se eu estiver esquecendo de algum. Buzo: O futuro é o mundo ? Rashid: Se Deus quiser... Tamo trabalhando pra levar nossa música ao maior número de pessoas possível. Buzo: Como foi fazer trilha sonora da NBB no Sportv ? Rashid: Loko! Foi num momento crucial, bem no começo. Me deu confiança pra investir forte também. Buzo: HORA DE ACORDAR, o que esse EP mudou na sua vida ? Rashid: Tudo. Mostrou minha cara pras pessoas, me deu um nome e um espaço na cena. E uma agenda de shows, é claro. Buzo: Fale dos seus EP´s ? Rashid: Na verdade apenas o primeiro é um EP, os outros 2 são mixtapes (Dadiva e Divida, e Que Assim Seja). São o meu treinamento pro álbum e meus passos nessa estrada. Buzo: E um disco cheio ? Pensa em lançar alguma coisa em 2013, nesse sentido ? Rashid: Tudo indica que em 2013 vem minha ultima mixtape antes do disco... Mas só o tempo pode dizer. Buzo: Falando em 2013, outros projetos ? Quais são eles.... Rashid: Clipes, roupas, empresa... Essas coisas tão martelando na minha mente. Buzo: Melhores amigos no HIP HOP ? Rashid: Poucos e bons. Nos meus discos vocês encontrarão alguns deles participando em uma ou outra faixa. E tem alguns que ainda participarão. Buzo: O que VC é hoje, deve as batalhas de mc´s ? Rashid: Também. Eu já compunha desde antes das batalhas, mas as batalhas serviram como vitrine e me ensinaram muito. Buzo: Lauzane Paulista, sua quebrada ? Rashid: Sim! Um lugar que lutamos pra colocar no mapa do Rap, e acho que tamo conseguindo. Buzo: Um sonho a realizar ? Rashid: Pra cada sonho realizado, e ganho mais 2 novos. Então a lista é grande... rs mas vão desde coisas familiares, profissionais até mudanças que quero ver na rua. Buzo: Com quem ainda quer fazer um som junto ? Rashid: Uma lista grande também... Mas se for pra acontecer, a vida vai se encarregar disso. Buzo: Qual um momento inesquecível na sua carreira ? Rashid: A primeira vez que ganhei a batalha do Santa Cruz. Detalhe, o prêmio era de 8 R$ (oito reais mesmo) rs Buzo: As criticas que a sua geração recebe (injustas na minha opinião).... te incomoda ? Rashid: Sim, incomodam um pouco. Mas todos os meus ídolos foram criticados, isso pode ser um bom sinal. Buzo: Porque acha que tem gente que fica falando de quem está dando certo ? Rashid: Porque esta dando certo, se tivesse dando errado ninguém ligaria. rs Buzo: Um filme ? Rashid: O Gangster, com Denzel Washington. Buzo: Um ator ? Rashid: Will Smith, e o próprio Denzel. Lázaro Ramos também entra nessa conta. Buzo: Uma atriz ? Rashid: Gosto da Alice Braga, e da Camila Pitanga. Buzo: Seu time ? Rashid: Corinthians. Buzo: O que gosta de fazer em SP quando está de folga ? Rashid: Gosto de trabalhar quando estou de folga. haha Brincadeira, vou ao cinema, é o que há. Buzo: Considerações finais ? Rashid: Valeu pelo espaço mestrão. Conta com noiz... FOCO NA MISSÃO!
GISELE COUTINHO : Assessoria de imprensa Kamau - Projota - Rashid - Terra Preta giselecoutinho@gmail.com

terça-feira, 20 de novembro de 2012

Iniciando a série de 10 entrevistas nesse final de ano. JÉSSICA BALBINO, escritora e jornalista.

Entrevista numero 1/10. Por Alessandro Buzo
Buzo: Quando te conheci, seu sonho era lançar 1 livro e trabalhar com a mídia do Hip Hop. Esses sonhos VC já realizou, quais as novas metas ? Jéssica Balbino – Nossa, são muitas. Eu não paro de ter ideias e faltam pernas para executá-las, mas eu quero muito fazer mestrado, doutorado, me embrenhar mais nessa área acadêmica, que me fascina bastante e seguir trabalhando. Tem muitas histórias que eu gostaria de contar por meio do jornalismo e estou pesquisando-as, observando-as. Acho que estou em uma fase meio ‘sabática’, mais de observação e de menos produção. Mas os sonhos não param. O Livro "TRAFICANDO CONHECIMENTO" te trouxe os resultados esperados ? Jéssica Balbino – Trouxe sim. Com ele eu consegui explanar muita coisa da minha carreira, das minhas correrias e me tornei mais conhecida, sem falar que eu pude viajar e conhecer muitos locais que eu não conheceria se não fosse por meio deste trabalho, além de ter entrado em contato com pessoas incríveis como a Heloísa Buarque de Hollanda, responsável pela coleção Tramas Urbanas, outros autores e o pessoal da editora que foi muito respeitoso com meu trabalho. Foi uma experiência incrível participar desse projeto.
Como consegue ser ativa na cena Hip Hop de São Paulo, mesmo estando em Poços de Caldas ? Jéssica Balbino – Eu acho que é porque eu sou muito cara de pau e me imponho,mesmo através das mídias sociais...rsrsrs...falando sério, acho que é porque eu amo São Paulo, sempre tive muita identificação por ser o berço do hip-hop e também a capital mais próxima da minha cidade, mesmo sendo estados diferentes, então, sou apaixonada pela cena cultural paulistana e sempre que consigo, viajo para participar de encontros, debates e eventos e isso mostra que apesar de eu não viver na cidade, eu sou real e acompanho muito. Além disso, temos as redes sociais que neste caso são muito benéficas e aproximam as pessoas. Por exemplo, eu já era fascinada pela sua livraria sem nunca ter pisado nela, mas porque acompanhava pelo blog. Então, são estes fatores que me fazem ser ativa, mesmo estando geograficamente longe. O que um grupo de RAP precisa ter pra ter um mínimo de profissionalismo ? Jéssica Balbino – Em primeiro lugar, ele precisa querer se profissionalizar e se dedicar a isso. Sabemos que muita coisa é mais difícil no cenário da música independente, mas nem por isso devemos fazer ‘nas coxas’. Acho que vontade vem em primeiro lugar, seguida pela contratação de profissionais de apoio, sejam assessores, produtores, designers, entre outros. O maior problema é que todos hoje são ‘protagonistas’. Ninguém mais quer ser público. Todo mundo quer ser algo dentro do rap, mas poucos são os que tem conhecimento de fato para exercer as atividades. Os grupos precisam deixar de ter medo de investir, estudar, abrir a mente. Acho que já é um passo em busca do profissionalismo. Como VC vê a Mídia do Hip Hop nos dias de hoje ? Jéssica Balbino – Vejo ela engatinhando, assim como o hip-hop. Acho que aí sim, entra a questão do profissionalismo. A facilidade e o acesso aos meios de comunicação ‘democratizam’ o processo, mas muitas vezes o que se vê é mera reprodução e na minha visão, falta análise crítica, alguém que pense jornalisticamente dentro das mídias e não apenas reproduza conteúdos. No entanto, sou uma otimista e vejo com bons olhos as novas iniciativas, a apropriação da tecnologia para novos meios de comunicação e a circulação de novas revistas e programas voltados ao segmento.. Mas, como tudo na vida, acredito na pesquisa, no envolvimento e na ousadia. Quando a mídia do hip-hop conseguir somar isso, será ainda melhor. Livros, pretende lançar outros, tem algum na fila de espera ? Jéssica Balbino – Sempre tem. Eu tenho muita vontade de contar a história dos nossos quilombos e saraus, a nossa própria história, em formato de reportagem, como alguém que observa e compartilha isso. É algo que eu venho juntando material há anos, observando, coletando e em breve, terei novidades acerca disso. No mais, tenho também vontade de reportar sobre o protagonismo feminino no hip-hop. Também pesquiso sobre isso, mas acho que os dois projetos ainda vão me tomar um tempo. Qual suas referências literárias, dentro e fora da literatura marginal ? Jéssica Balbino – Eu sou rata de sebo e de biblioteca (e até de e-books, atualmente), então, eu gosto muito de ler e leio de tudo, sobre tudo. Atualmente tenho lido bastante coisas sobre a África, como o ‘A mordida da manga’, de Mariatu Kamara e estou lendo ‘Um defeito de cor’ de Ana Maria Gonçalves. No mais, leio todos escritores da Literatura Marginal, da nossa cena contemporânea. Uma pessoa que vc admira ? Jéssica Balbino – Alessandro Buzo. Um filme inesquecível ? Jéssica Balbino – ‘O Fabuloso Destino de Amélie Poulain’ e ‘Cidade de Deus’, mas gosto muito das produções periféricas que acompanho, tanto longas, como curtas e documentários. Um livro ? Jéssica Balbino – ‘Um defeito de cor’ de Ana Maria Gonçalves. Quando VC vem a SP, faz sempre várias atividades, quais locais de cultura vc conhece aqui e indica ? Jéssica Balbino - Nossa, sou uma apaixonada pelos saraus, mas um lugar que eu me sinto em casa é a Livraria Suburbano Convicto. É um pedaço da periferia, da nossa identificação no Centro da cidade. Passar por lá é obrigatório. Outro lugar que mexe com a minha alma é a Cooperifa. É preciso frequentar.
Como foi ter feito sua estréia na coletânea "Pelas Periferias do Brasil " ? Jéssica Balbino – Foi mágico, porque entrei em um meio que eu conhecia, mas onde as pessoas não me conheciam. Encontrei pessoas que me acompanham desde então. Que estavam naquela primeira coletânea, que iniciou um marco também na Literatura Marginal brasileira e é fantástico encontrar autores que também começaram ali e seguiram trabalhando. Foi uma grata oportunidade, que posso assegurar que acrescentou positivamente na minha vida.
E o livro POETAS DO SARAU SUBURBANO ? Jéssica Balbino – Foi muito legal também, até por encontrar parceiros que participaram do primeiro, ali, novamente, dividindo, novamente, as páginas de outro livro, já em outra situação. São sempre experiências muito enriquecedoras e estamos, de certo modo, escrevendo a nossa história. Considerações finais ? Informem-se. Conhecimento é poder, e liberta. CONTATO: jessicabalbino.jornalista@gmail.com

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

10 entrevistas aqui até o final do ano. QUEM VC QUER QUE O BUZO ENTREVISTE PRO "NOSSO BLOG" ??

Perguntei no FACEBOOK ontem, quem a galera queria que (EU) Alessandro Buzo entreviste (pra esse Blog) até o final do ano. Começaram a surgir nomes..... todos estão sendo anotados. E com certeza, muitos dos já citados serão entrevistados. VAMOS ATRÁS DE FAZER A ENTREVISTA com os mais citados e outros como a sugestão do Marcelo G.Negrette (pela originalidade da sugestão). Mande também sua sugestão pra gente..... via COMENTÁRIO (AQUI) DO BLOG. Ou.... TWITTER: @Alessandrobuzo FACEBOOK: http://www.facebook.com/alessandro.buzo.3 Veja quem já foi citado e quem já votou. Henrique Gomes pediu: Projota ! Rafael Santos Mustapha: MC Jack o lendário!!! Nathy Rogério: eu buzo Tecio Antonio: Mano Brown Tecio Antonio: Dexter Pericles Nascimento Felix Silva: Nego Panda , meu parça da baixada da cena da literatura marginal ta criando corpo e acredito que seria importante falar sobre isso . obrigado pela atenção Thaíssa Carvalho: Criolo Kauan Gonçalves: Vras 77 Michel Nadyele: Mano Pool do grupo a Fusão, o maior colecionador de CDS de rap nacional do Brasil, e fortalece o hip hip de ponta a ponta, humilde pra caramba !!! Slow Dabf: eu!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! Mara Poucas Palavras: Rapadura Xique Chico .. séria ótimo! !! Markos Lopez: Não sei se consegue contato, mais um cara que está sumido - ATHALIBA Bia Aloyá: Tarja Preta Bia Aloyá: Qi Alforria Bia Aloyá: Ba Kimbuta Bia Aloyá: Renato Gama Bia Aloyá: Parei...rsrs Fernanda Azambuja: Grupo Pentágono que acaba de lançar disco novo! Manhã! Fernanda Azambuja: Dexter Daniela Mara Santos: Japão (Viela 17) kkkkkk nada pessoal Solange Araújo: Edi Rock , Lauren Priscila, Carol Realidade Cruel Joaozinho Marcolino: MANO AXÉ IMPÉRIO ZO. Igor Carvalho: Walner Danziger Urbanista Concreto Germano: Walter Limonada, tamu juntu! Rafadj Live: Rapadura Xique-chico Mari Magalhães: Renan Grupo Inquérito Lotado Hugo Oliveira: Gog Gonçalves o POETA! Galax Arquivo Negro: Renan Grupo Inquérito II Tecio Antonio: Thaide Marcelo G. Negrette: O Kase que lançou um livro a pouco tempo, e esta colhendo material pra lançar outro.Valeu!! PS: Keseone Helio Du Capão: Rappin Hood ou Gaspar Z´Africa Brasil Márcio Douglas: Entrevista eu Artista Marginal dono e editor do blog neuroniobebado.blogspot.com Janio Silva: Renan Inquérito PARTICIPEM !!!!!! 10 entrevistas no BLOG até o final do ano..... suburbanoconvicto@hotmail.com

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Entrevista Alessandro Buzo no Portal Enraizados.

http://www.enraizados.com.br/index.php/dma-entrevista-alessandro-buzo/ Entrou no ar ontem, uma entrevista exclusiva com Alessandro Buzo no Portal ENRAIZADOS do Movimento Enraizados do Rio de Janeiro. * LINK ACIMA, leia e comente
www.enraizados.com.br

domingo, 25 de março de 2012

Segunda parte do quadro especial SABOTAGE......... ontem no #TRIBUTAaoSABOTAGE no Heliopolis.


Buzo entrevista Sandrão que junto com Rappin Hood trouxe SABOTAGE pro RAP


Wanderson e Tamires

Fotos: Marilda Borges

Ontem (Sábado 24/03/12) eu Alessandro Buzo, estive na Comunidade do Heliópolis (onde sempre sou muito bem recebido diga-se de passagem).
Fomos gravar a segunda parte do ESPECIAL SABOTAGE, sexta fizemos a COMUNIDADE BOQUEIRÃO, onde mora Wanderson e Tamires, filhos do Sabotage.
E sabado o evento que rola pelo NONO ANO, #Tributo ao Sabotage.
Rua Flor do Pinhal é o lugar, na rua, dentro da comunidade.
Muitas atrações no palco que começou 15h e foi até a madrugada.
Entrevistamos o Sandrão que junto com o Rappin Hood (que ia chegar depois que eu sai).... trouxe o SABOTAGE pro RAP e ele se tornou o MAESTRO DO CANÃO, um covarde matou o homem, mas a favela tornou ele um MITO.
BREVE no SPTV a gente confere tudo que rolou.
Quanto ao local da festa, sou quase um cidadão heliópolis, só pra TV fiz RATATA, Balada Black, KombiDOrap e agora o TRIBUTO. É minha casa também, quando meu amigo Robson Canto morava na comunidade passei até noite de natal na favela (Pilões). Amo o lugar e as pessoas. Eternamente grato pelo carinho e respeito ao meu trabalho.
Quando ao SABOTAGE, sigo o que ele disse: RAP É COMPROMISSO, NÃO É VIAGEM. Pra mim um mito que não está mais entre nós. Assim como o Mano Brown é um MITO VIVO.
Quanto ao Wanderson e Tamires, já fiz matéria deles (bem mais novos) pra RAP BRASIL, depois pra TV Cultura e agora pra GLOBO, é muito mais do que trabalho, me tornei amigo deles, gosto muito deles, meninos bons, com a cabeça no lugar, estudiosos. O Hip Hop vai saber receber eles que já tem um corre dentro do RAP, cantando as musicas do pai e breve lançando as deles.
Pra mim uma honra poder prestar essa homenagem pra ele, maestro do Canão..... SABOTAGE.
Alessandro Buzo
www.buzo.com.br



Buzo e Sandrão RZO... ele foi no lançamento do meu primeiro livro O TREM em dezembro de 2000 no Itaim Paulista, máximo respeito com esse mano.


Dj Negro Rico fazia parte do RZO quando Sabotage chegou


Oswaldo Lost, Buzo e a Comunidade do Heliopolis


Fiz uma poesia no show do LIU MR






Agradecendo a todos que elogiaram meu trabalho na TV Globo, foram muitos..... estar na Globo e poder andar na favela, no meio do povo do Rap, sem segurança e sem maquiagem mostra que o trabalho ta sendo bem feito e as ruas sabem, elas sempre estão vendo.


Família Brooklin Sul









Salve guerreiro


Buzo entrevista o ator Oswaldo Lost que está produzindo o novo clipe do Sandrão e dando uma força pros filhos do Sabotage.


Buzo com os mano


Buzo com os mano II




Sandrão RZO gravando cena de seu novo clipe.

BREVE NO SPTV

sábado, 24 de março de 2012

TRIBUTO SABOTAGE no SPTV - Gravei a primeira parte nesta sexta com Wanderson e Tamires, filhos do SABOTAGE na Com. Boqueirão........hoje no TRIBUTO

Tamires, Buzo e Wanderson na Comunidade do Boqueirão (região da Saúde, zona sul de SP)




Fotos: Marilda Borges

Nesta sexta 23/03 estive na Comunidade do Boqueirão na região da Saúde. Fui entrevistar pro quadro SP CULTURA do SPTV 1a edição da Globo, Wanderson e Tamires, filhos do maestro do Canão SABOTAGE.
Fomos bater um papo e mostrar a quebrada onde eles moram, onde foi a ultima moradia do MAURINHO. Ali estão suas coisas, fotos, troféus e folhas rabiscadas, originais de letras gravadas como COCAÍNA.
Sou amigo dos filhos dele, não foi a primeira, nem segunda vez que estivemos juntos.
HOJE (Sábado, 24/04) vou estar no TRIBUTO AO SABOTAGE no Heliópolis, pra fazer a segunda parte dessa matéria.
PREVISÃO: No ar 14/04/2012 (aviso se alterar)
Vale a pena lembrar: RAP É COMPROMISSO, NÃO É VIAGEM.





SABOTAGE POR TODA PARTE




Buzo na Comunidade Boqueirão na Zona Sul de SP




Imagina essa turma cantando SABOTAGE


Buzo e o Ator Oswaldo Lot que tem a ONG Elo Solidário que está apoiando os SABOTINHA


O ator Oswaldo Lot (Morde e Assopra, Malhação) acompanhou as gravações.


Comunidade Boqueirão


Wanderson SABOTINHA


Breve no SPTV